Mato Grosso do Sul, Quarta-feira 25 de abril de 2018

Corumbaense emplaca cinco e domina Seleção Gazeta MS do Estadual

Campeão Operário tem três jogadores entre os melhores e ainda o técnico Celso Rodrigues

Gazeta MS Por Rogério Vidmantas - 10/04/2018 21h14

Operário FC venceu a final, mas Corumbaense tem mais jogadores entre os melhores do Estadual (Foto: Franz Mendes) Operário FC venceu a final, mas Corumbaense tem mais jogadores entre os melhores do Estadual (Foto: Franz Mendes)

Terminou mais um Campeonato Sul-Mato-Grossense Loterias Caixa e o site Gazeta MS, como acontece desde 2013, divulga a sua Seleção do Estadual. A competição esse ano foi marcada pelo fim do jejum do campeão Operário FC, de volta ao topo após 21 anos da última conquista, e da confirmação do Corumbaense, campeão em 2017 e mais uma vez finalista. Os dois garantiram vaga na Copa do Brasil em 2019, competição desejada pelos clubes por causa das cotas atraentes e que, só por isso, já se colocam como favoritos no próximo ano.

Em campo, equilíbrio e sem jogadores se destacando mais que os demais, ao contrário dos outros anos. A Seleção Gazeta MS, montada com a opinião dos cronistas do site Rogério Vidmantas, Renato Giansante e Diemes Estigarribia, é formada por jogadores dos dois melhores times da competição, mais o reforço de Sete de Dourados e Comercial. O time ideal seria ainda comandado pelo técnico do campeão, Celso Rodrigues.

Na escolha dos jogadores, foi considerada o setor em que atuam e, infelizmente, alguns que poderiam estar na lista, ficaram de fora, como o goleiro Gelson e o lateral Ramer, ambos do Novo, os zagueiros Navarro, do Sete de Dourados, e Jaime, do Corumbaense e os meias Leandro Branco, do Águia Negra e Pither do Comercial, além dos técnicos Robson Mattos, do ABC, Márcio Santos, do Sete, e Robert Almeida, do Novo, todos com bons trabalhos.

Confira a Seleção Gazeta MS do Estadual

DEFESA

Diego (01) comandou a defesa mais eficiente do campeonato (Foto: Franz Mendes) Diego (01) comandou a defesa mais eficiente do campeonato (Foto: Franz Mendes)

Diego (Sete de Dourados) – Campeão em 2017, desta vez Diego chegou até a semifinal, mas comandou a melhor defesa do campeonato com segurança e algumas defesas quase impossíveis. Foi titular em todos os 12 jogos do time douradense e levou apenas seis gols. Na primeira fase, apenas o Águia Negra levou menos gols que Diego em todo o campeonato.

Robinho (Corumbaense) – A lateral direita não teve um jogador que se destacasse mais que Robinho, dono da posição no Carijó desde 2016. Apesar de não ter sido um os seus melhores campeonatos, manteve a regularidade e não teve nos adversários um jogador de destaque para competir. Da Silva, campeão pelo Operário FC fez bons jogos, mas chegou apenas para fase semifinal.

Augusto (Corumbaense) – Seguro nas bolas altas e preciso nas roubadas de bola por baixo, o zagueiro Augusto foi titular em quase as partidas do time na temporada. Compôs, ao lado de Jaime ou Gustavo, uma das melhores dupla do campeonato.

André Paulino (Operário FC) – O trabalho do zagueiro é defender e Paulino fez bem o seu papel. Mas quando se coloca na balança o gol da classificação nas quartas de final aos 48 minutos do segundo tempo e o gol do título do clube após 21 anos, aí fica fácil escalá-lo como um dos melhores do campeonato.

Alan (Operário FC) – Outro que entra na Seleção pela regularidade. Com bom apoio, era sempre opção pelo lado esquerdo do ataque. Teve em Ramer, do Novo, um adversário pela posição, mas ganhou no critério de ter ido mais longe no campeonato e ainda ter levantado a taça.

MEIO

Fernandinho (8) foi incansável na marcação e ainda ajudava na criação no meio do Operário FC (Foto: Noé Faria) Fernandinho (8) foi incansável na marcação e ainda ajudava na criação no meio do Operário FC (Foto: Noé Faria)

Fernandinho (Operário FC) – Discreto e eficiente, um dos pilares do Galo no Estadual. Marcação consistente e ainda aparece no ataque como elemento surpresa. Assim marcou o gol da classificação na semifinal puxando contra-ataque nos acréscimos do segundo tempo.

Cy (Sete de Dourados) – Motor do time e ainda assumiu a braçadeira de capitão no meio da primeira fase. Mesmo quando era escalado mais recuado, encontrava espaço para colaborar com a criação pelo direita. Aquele jogador que todo time precisa ter.

Mutuca (Corumbaense) – Outro que joga mais para o time e nem tanto para a torcida. Eficiente, o meia fez falta na partida decisiva do Estadual por ter se contundido na partida de ida em que, aliás, marcou o gol da vitória do Corumbaense.

Willian (Corumbaense) – Meia-atacante pela esquerda sempre aparecendo para o jogo e dono das bolas paradas do time. Não marca muitos gols e nem precisa. Importante na armação e nos cruzamentos para que outros o façam.

ATAQUE

Guilherme não fez gols como anos anteriores, mas fez um campeonato consistente e sem contusões (Foto: Franz Mendes) Guilherme não fez gols como anos anteriores, mas fez um campeonato consistente e sem contusões (Foto: Franz Mendes)

Guilherme (Corumbaense) – Desta vez o atacante não terminou como artilheiro do campeonato como outros anos – marcou quatro gols. Mas foi titular em toda a competição e não sofreu com contusões, como nas últimas temporadas. Impõe respeito ao adversário e é sempre perigoso quando acionado.

Jô (Comercial) – Artilheiro do campeonato com seis gols, Jô chegou já com a primeira fase em andamento e, quando entrou, não saiu mais, marcando gols e agradado a torcida. Sem dúvida um dos melhores jogadores e o principal do Colorado na competição.

TÉCNICO

Contestado no início, Celso deu a volta por cima e terminou com o título (Foto: Franz Mendes) Contestado no início, Celso deu a volta por cima e terminou com o título (Foto: Franz Mendes)

Celso Rodrigues (Operário FC) – Técnico do Galo desde o ano passado, Celso começou a temporada com a desconfiança da torcida e a pressão cresceu com a desclassificação na Copa Verde. Percebeu a deficiência do time, montou um esquema com três zagueiros que mostrou resultado, principalmente nos jogos mais importantes e decisivos, levando o Operário a conquista que não via desde 1997.

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