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Mato Grosso do Sul, Sábado 18 de agosto de 2018
 
 

Ex-técnico do ASA confessa que bateu em gerente de futebol após derrota em MS

Luiz Paulo contou sobre a confusão com Elias Mansur e revela falta de respeito durante os 60 dias de trabalho

Gazeta MS por Renato Giansante - 10/02/2018 08h46

Técnico (2º da esquerda para direita) revelou agressão ao gerente (1º da direita para esquerda) Técnico (2º da esquerda para direita) revelou agressão ao gerente (1º da direita para esquerda)

A derrota com eliminação para o Corumbaense na Copa do Brasil foi o estopim para desencadear uma crise interna no ASA-AL. Após o jogo em Corumbá, o agora ex-técnico Luiz Paulo revelou uma confusão no vestiário com o gerente de futebol Elias Mansur onde terminou em socos. A informação foi do próprio treinador ao site Globoesporte.com.

Na quarta-feira, o ASA perdeu por 1 a 0 para o time sul-mato-grossense e no vestiário o clima esquentou entre os envolvidos.

"Eu o agredi. Eu tirei ele (Mansur) do vestiário, não queria ele comigo, não. Eu não tô aqui pra ficar passando a mão ou deixando de falar. Eu agredi. Agredi o gerente de futebol, que não me respeitou durante esses 60 dias. Eu o agredi com socos. Desferi alguns socos, ele saiu do vestiário e acabou", narrou Luiz Paulo.

Sem clima, o treinador pediu demissão nesta sexta-feira e disse que o gerente sempre quis prejudicar o trabalho dele.

"A confusão começou com a minha chegada em Arapiraca. Não fui aceito por ele, porque ele tinha indicado 17 treinadores. E eu não estava nessa relação, até porque não nos conhecíamos. E, dali pra cá, eu fiquei preocupado. Falei: 'Pô, um cara que tem 17 treinadores, qualquer erro meu, qualquer derrota na pré-temporada, sou sujeito a uma queda". Ganhamos do CSE de uma maneira brilhante dos atletas, numa determinação, empenho, superação e ele não veio me cumprimentar. E eu acho que isso é normal até no futebol amador (um gerente falar com um treinador após uma vitória). E lá em Corumbá ele tentou chegar perto de mim, e, aí, infelizmente eu tive uma atitude não digna de um treinador", desabafou Luiz, de 42 anos.

Um dos pontos citados para o fim da paciência foram as constantes humilhações sofridas. "Meu nome não entrou no BID, fiquei fora da primeira partida. Ele falou que eu não teria dois jogos à frente do ASA, que treinador sem expressão só tem uma chance. São coisas que fui levando. E nós somos homens, sujeitos homens", completou.

O site Globoesporte ainda tentou entrar em contato com Elias Mansur, mas o gerente não quis comentar sobre o assunto e nem confirmou a agressão.



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