Mato Grosso do Sul, Quinta-feira 25 de abril de 2019
 
 

Operário AC alega falta de igualdade e pede exclusão do Estadual

Federação diz que só se pronuncia após receber comunicado oficial, o que não teria acontecido

Gazeta MS Por Rogério Vidmantas - 26/01/2019 07h39

Operário AC disputou e perdeu dois jogos e estaria reforçando o time para sequência da competição (Foto: Franz Mendes) Operário AC disputou e perdeu dois jogos e estaria reforçando o time para sequência da competição (Foto: Franz Mendes)

O Campeonato Estadual tem mais uma rodada neste fim de semana, mas os jogos – ainda – marcados perderam foco com um problema para a Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) resolver. Com partida contra o Novo FC em Campo Grande adiada, o Operário AC, de Dourados, alegando "falta de equidade" e desrespeito com o clube, afirma que pedirá afastamento da competição. A Federação ainda não se pronunciou sobre o caso, alegando não ter recebido nada oficialmente.

O imbróglio que culminou com a decisão da diretoria do Tigre começou com a falta de laudos no Estádio Douradão. Sem poder mandar jogos em casa, a partida contra a SERC, no último dia 22, foi marcado para o Morenão, em Campo Grande. Na eminência de ter o Estádio Chavinha, em Itaaporã, liberado, Giovanni Marques, presidente, solicitou adiamento para fazer o jogo em uma cidadã cerca de 20 km de Dourados, e não 220 km, caso da Capital. A Federação disse que isso seria possível apenas com a anuência do adversário, o que não foi aceito. A partida aconteceu e a SERC venceu por 3 a 1.

Segundo o dirigente do time douradense, nesta sexta-feira a delegação do clube estaria pronta para o embarque para a partida que aconteceria neste sábado (26), contra o Novo, quando soube da notícia que a partida teria sido adiada à pedido do time campo-grandense. "Fiquei sabendo pela imprensa com os jogadores prontos para viajar. Ninguém me ligou. Tínhamos tudo pronto, hotel, restaurante, com cinco novos jogadores para reforçar o time para o campeonato".

Para Giovanni, o adiamento não seguiu o caminho imposto ao Operário. "Contra o Chapadão fui obrigado a fazer o jogo em Campo Grande, com prejuízo de quase R$ 12 mil, e agora simplesmente adiam o jogo só porque é o Novo sem nem consultarem a gente se estamos de acordo? Se quer fomos avisados. Se tivessem nos ligado pela manhã pelo menos. Foi um desrespeito com o clube", disse.

Não foi dinheiro

Giovanni rebate afirmações de que a desistência seria, no fundo, relacionada à problemas financeiros. "Teve um site que disse que estamos desistindo por problemas financeiros. Nós não estamos com dinheiro sobrando mesmo não, nem um time está. Mas nossos jogadores estão com salários em dia, estão dormindo e comendo bem. Além disso trouxemos cinco novos atletas. Acha que faríamos isso com problemas financeiros? Nossos motivos são apenas a falta de respeito e de igualdade no tratamento com os clubes, nada mais que isso", encerrou.

Oficialmente, a Federação não se pronunciou sobre o caso e, em seu site a última postagem diz respeito ao "adiamento dos jogos à pedido dos clubes mandantes", com ofícios do Novo e do Sete de Dourados, que enfrentaria o ABC. Procurado, o vice-presidente e coordenador de competições da FFMS, Marcos Tavares, foi econômico nas palavras. "Nem recebemos o ofício ainda".

Confirmada a desistência do Operário AC, como ele disputou apenas dois jogos, esses seriam desconsiderados e os jogos posteriores, anulados. O campeonato segue com 11 times e cada um fará dez partidas na primeira fase, em vez das 11 anteriormente previstas. Oito avançam para as quartas de final e três serão rebaixadas.

Nesta nova ordem, o Aquidauanense não teria os três pontos que conquistou ao vencer o AOC na primeira rodada por 3 a 2 e a SERC também deixaria de pontuar com a vitória por 3 a 0 na segunda rodada.

 

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