Dourados está de 'olhos fechados' para o transporte clandestino

| ASSESSORIA


Agnaldo Silveira: Ação de clandestinos põe risco passageiros e penaliza motoristas que trabalham dentro da lei no transporte

A falta de fiscalização está promovendo uma verdadeira "festa" do transporte clandestino de passageiros em Dourados, fazendo agonizar quem atua de forma legal e oferece segurança e experiência neste serviço. A afirmação é de Agnaldo Tadeu Alencastro Silveira, presidente do Sindicato dos Taxistas da Grande Dourados (Sinditáxi). Segundo eles, este serviço legal está sendo penalizado pela clandestinidade, que está agindo livremente nas ruas de Dourados sem que haja uma intervenção efetiva de quem deveria fazer a fiscalização.
Apesar dos apelos, o poder público virou as costas para os taxistas que atuam de forma legal e são obrigados a passar por vistorias e pagar pelo exercício da profissão na cidade. "Estamos sem amparo do poder público, pois qualquer um pode colocar um adesivo ou luminoso no carro e sair fazendo corrida, desrespeitando o próprio Código de Trânsito Brasileiro, pois muitos colocam um chinelo, bermuda e fazem corridas pagas sem a menor dificuldade", aponta o presidente. "Essa concorrência desleal e ilegal provoca sofrimento nos taxistas, que amargam uma queda de mais de 60% não faturamento que garante a manutenção do veículo e de suas famílias", observa Agnaldo.
O presidente pondera que a categoria não é contra quem trabalha com os chamados aplicativos de forma legal, uma modalidade já consolidada. "Nossa situação está difícil porque o clandestino está atuando livremente, interpelando pessoas e oferecendo corridas onde deveria ter o olho do poder público para coibir esta prática, que também coloca em risco a segurança do passageiro", afirma o presidente do sindicato.
FISCALIZAÇÃO
O grito dos taxistas e de quem atua de forma legal no transporte de passageiros em Dourados é para que a Prefeitura e demais orgãos públicos fiscalizem esta atividade, que é regulamentada por lei. "Nossa atividade é regulamentada e está sendo atacada de forma escancarada, desafiando inclusive os poderes constituídos", aponta Agnaldo Silveira. Conforme o dirigente, o município de Dourados conta com 108 taxistas regularmente cadastro na Prefeitura, que sofrem com a invasão de mais de dois mil "motoristas" clandestinos na cidade e na região. "Do total de taxistas cadastrados, no máximo uns 40 estão na atividade, o restante está com os carros parados por conta desta invasão da ilegalidade e a inércia de quem deveria fiscalizar", informa Agnaldo.
O dirigente faz um apelo para que se cumpra uma determinação da própria Prefeitura, que autoriza a Guarda Municipal e a Agência Municipal de Trânsito (Agetran) atuar para coibir a clandestinidade em Dourados. "Nós passamos por diversas vistorias, como o Inmetro (taxímetro), Agetran (veículo), bem como a necessidade do alvará para uso do solo, além das demais obrigações. Investimos na atividade para ficar dentro da lei, mas quem está fora dela atua livremente na cara de quem deveria fiscalizar ", cita o presidente, assinalando ainda que Dourados tem uma das frotas mais novas de veículos do Estado na prestação deste serviço.
Em tom de desabafo e grito por socorro à atividade, o presidente do Sindicato dos Taxistas de Dourados apela por uma reação da Prefeitura contra o transporte clandestino de passageiros. "É preciso coibir a ação dos clandestinos, que encontram em Dourados seu recanto feliz, para infelicidade de quem trabalha dentro da lei e dá segurança aos passageiros", ressalta Agnaldo.



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