Estudo de agência da ONU mostra relação real entre exercícios e perda de peso

Numa época em que muitas pessoas decidem emagrecer como uma das resoluções de Ano Novo, Aiea mostra que as calorias perdidas com a atividade física não refletem necessariamente o total de calorias perdidas pelo corpo; estudo foi feito com técnica nuclear.

| ONU NEWS


Aiea lembra que muitas pessoas colocam emagrecer na lista de resoluções de Ano Novo - Foto: Unsplash/Kike Vega

Fazer resoluções de Ano Novo é uma realidade para muitas pessoas nesta época, e geralmente, emagrecer está na lista de promessas. Antes da chegada de 2022, a Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, lembra inclusive, que no “coração das resoluções”  estão se inscrever na academia ou fazer uma dieta intensa que promete bons resultados em um curto período de tempo.

Mas a agência, especializada em tecnologia nuclear, destaca que a fórmula exercícios mais dieta não traz o mesmo resultado para todos. Um estudo da Aiea revela qual a real eficácia da atividade física na perda de peso. 

Mudar alimentação é essencial 

A especialista em nutrição da Aiea, Alexia Alford, declarou que “apenas fazer exercícios não ajuda a emagrecer”. Segundo ela, é essencial também reduzir as calorias na alimentação.

Já o especialista John Speakman, um dos autores do estudo da Aiea, revelou que  algumas pessoas perdem pouco peso com atividade física, outras perdem muito mas existem ainda “pessoas azaradas que até aumentam de peso”, mesmo ao se exercitarem. 

O principal resultado da pesquisa da Aiea foi o seguinte: as calorias queimadas na esteira ou na bicicleta não refletem a realidade das calorias perdidas pelo corpo. Nas pessoas com Índice de Massa Corporal, IMC, normal (entre 18,5 e 24,9), o corpo irá compensar as calorias queimadas durante o exercício em 28%. Isso significa que apenas 72% das calorias queimadas com a atividade física serão de fato perdidas ao longo do dia. 

Estudo foi feito com técnica nuclear 

Com o aumento da idade e do peso, a proporção fica ainda pior, revela a Aiea: as pessoas com os maiores IMCs perderão apenas 51% das calorias queimadas durante a atividade física. 

A conclusão do estudo foi alcançada a partir de dados obtidos com uma técnica nuclear que utiliza água enriquecida com dois tipos de isotopos: deuterium e oxigênio-18.

Os participantes beberam essa água por um período e depois tiveram a sua urina analisada entre sete e 14 dias. Os pesquisadores conseguiram calcular de forma muito precisa o total de energia gasto por pessoa. 
A Aiea explica que a técnica não é nova, mas é muito cara e por isso, os estudos desse tipo haviam sido em pequena escala. Em 2018 um grupo de investigadores resolveu ampliar as pesquisas e atualmente, a base de dados da Aiea tem informações de mais de 7,6 mil pessoas que se submeteram à técnica. 

Obesidade dificulta metas 
O estudo confirma ainda que as pessoas obesas têm mais dificuldade em emagrecer, já que seus corpos “são eficientes em segurar a gordura já armazenada”. 

A nutricionista da Aiea, Alexia Alford, co-autora do estudo, lembrou que praticar atividade física de fato traz vários benefícios para a saúde. Mas depender somente dos exercícios não levará à perda de peso. 
Ela explicou que ao aumentar a atividade, o corpo compensará em outras áreas e irá reduzir as calorias perdidas na hora de respirar, de fazer a digestão e para manter as funções gerais do corpo. 

A especialista da agência da ONU aconselha as pessoas a manterem um estilo de vida equilibrado, incluindo uma alimentação que mantenha um déficit calórico suficiente para a perda de peso. 

 



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