Radiação na Ucrânia segue em níveis normais; forças russas se aproximam de usina nuclear

Tropas da Rússia estariam avançando nas proximidades da Usina de Zaporizhia, maior instalação nuclear da Europa; Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, reforça que ações militares que ameacem segurança nos locais devem ser evitadas; monitoramento mais recente aponta plantas estão operando em segurança.

| ONU NEWS


Alta nas medições de radiação pode ter sido causada por veículos militares pesados que agitaram o solo contaminado do acidente de 1986 - Foto: Unsplash/Thomas Millot

De acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, as autoridades da Ucrânia afirmam que todas as usinas nucleares do país permanecem sob o controle da operadora nacional e não houve novos relatos de ameaças potenciais aos locais. 

O diretor-geral da agência, Rafael Mariano Grossi, destacou que segue preocupado com o conflito e suas consequências. 

Segurança 

Segundo a atualização da agência regulatória responsável, as evidências disponíveis atestam que as usinas do país seguem operando em segurança. Tanto os sistemas de proteção física como os níveis de radiação nos locais estão em níveis considerados normais. 

No início desta semana, o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia informou à Aiea que as forças militares russas estavam avançando nas proximidades da Usina Nuclear de Zaporizhia, no leste da Ucrânia. A instalação é a maior planta da Europa.  

Também de acordo com a agência regulatória ucraniana, as instalações de eliminação de resíduos radioativos estão operando normalmente e os sistemas de monitoramento de radiação não indicavam nenhum desvio dos valores normais.  

Em 27 de fevereiro, a entidade informou à Aiea que mísseis atingiram as instalações em Kiev, mas não houve danos ao prédio e nenhum relato de liberação radioativa. 

Monitoramento 
Na semana passada, o governo da Ucrânia informou que as forças russas assumiram o controle das instalações das instalações de Chernobyl, localizada dentro da Zona de Exclusão, criada após o acidente de 1986.  

De acordo com os dados, os níveis de radiação ao redor da instalação estão sendo monitorados e não excedem os níveis normais.  

O diretor-geral da Aiea enfatizou que qualquer ação militar que possa ameaçar a segurança das usinas nucleares da Ucrânia deve ser evitada. O país possui 15 reatores em quatro localidades. 

A Aiea afirmou que continua acompanhando os desenvolvimentos na Ucrânia, com foco especial na segurança e proteção de seus reatores de energia nuclear. 



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