A educação e seu protagonismo diante do desafio do inicio do ano escolar -


Nei Elias Coinethe de Oliveira Coordenador Regional de Educação de Dourados (CRE5/SUARE/SED) . Arquivo

O início do ano escolar ainda tematiza debate entre os diversos segmentos da sociedade. Nesse cenário, os índices apresentados pelas autoridades sanitárias - cerca de 75,24% da população de Mato Grosso do Sul com o esquema vacinal completo (de acordo com os dados do site da Secretaria de Estado de Saúde - SAS, em 06/03/2022) - indicam que praticamente todos os segmentos da Comunidade Escolar já estão imunizados; recuperando, com isso, o olhar para a sala de aula como um ambiente mais seguro, mais imune não somente ao coronavírus (covid-19), como também à desinformação e às Fake News (“notícias falsas”, em português).

No dia 1º de dezembro de 2021 o Estado de Educação de Mato Grosso do Sul publicou o Calendário Escolar 2022 no Diário Oficial N. 10.694, por meio da Resolução/SED N. 3.929, com início de ano letivo previsto para 17 de fevereiro e as aulas para 03 de março. Nesse sentido, aconteceu no dia 07 de dezembro de 2021 o Dia “D”, a primeira ação da Campanha de Vacinação promovida em parceria da Secretaria de Estado de Educação com a Secretaria de Estado de Saúde, em 82 Escolas da Rede Estadual de Ensino de MS, intitulada “Estudante Inteligente Confia na Ciência – Vacine-se!”.

Em outro momento, dizíamos que a “esperança” concretizava o sentimento de retorno ao ambiente físico escolar, especialmente, no segundo semestre do ano de 2021, quando houve a volta às aulas presenciais. E isso se cumpriu, fazendo com que a Educação fosse reconhecida como um serviço essencial. Todavia, com o início do ano escolar 2022, somado à esperança, outro sentimento se tornou muito significativo: a “confiança”, palavra que carrega em sua etimologia o prefixo “con-” (instrumento linguístico de encontro) e o sufixo “-ança” (crença no outro).

À “confiança” do estudante na ciência corresponde em prefixo e política ao “conviver” ou “com-viver”, evidenciado por Aristóteles na Antiguidade Clássica. A convivência é o principal desafio para a educação se consolidar como protagonista em 2022, pois é no ambiente escolar que além do desenvolvimento cognitivo; solidificam-se as relações socioemocionais.

A convivência não é uma discussão recente para a Educação, ela está prevista no Regimento Escolar da Rede de Ensino e no Projeto Político Pedagógico. Em Mato Grosso do Sul, a Resolução/SED N. 3.280, de 17 de maio de 2017, regulamenta e normatiza os direitos e deveres de cada segmento que compõe a Comunidade Escolar.

Para este início do Ano Letivo, torna-se imperioso a participação efetiva do país / responsáveis pelos Estudantes. Como reconhece a pesquisadora Elena Lopez, em seu artigo publicado no ano de 2016 no site Harvard Family Research Project:

Uma abordagem centrada no ser humano começa com empatia, que é a capacidade de se colocar no lugar do outro e imaginar o que aquela pessoa sente e vivencia. Desenvolver essa atitude é uma maneira de trocar um modelo baseado apenas no que os educadores pensam que as famílias querem e precisam por uma abordagem que considere aquilo que as famílias efetivamente desejam e valorizam.

[1] Texto elaborado em colaboração por Nei Elias Coinethe de Oliveira, Coordenador Regional de Educação de Dourados (CRE5/SUARE/SED), e Antonio Marcos Lescano de Oliveira, Professor (CRE5/SUARE/SED).

Esse propósito jamais pode ser esquecido, pois para garantir o direito de aprender dos estudantes, e a empatia deles pelo outro, a família também tem o seu papel fundamental, conforme preconiza a Lei Nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Na última quinta-feira, 03 de março de 2022, iniciaram-se as aulas presenciais na Rede Estadual de Ensino de MS. As escolas estaduais, lideradas por gestores de competência comprovada, estavam prontas para receber os estudantes, seguindo todos os protocolos de biossegurança. É mister considerar que todo o planejamento escolar deve incluir práticas que coloquem o estudante como personagem principal, tornando-o mais ativo na busca pelo conhecimento. Dessa forma, é substancial que se tenha, desde o início do período letivo presencial, o cumprimento integral da carga horária a que o estudante tem direito, alicerçado na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e na Resolução/SED n. 3.929, de 29/11/2021, que trata da operacionalização do Calendário Escolar nas escolas da REDE/MS.

O período pandêmico causou prejuízos imensuráveis a todos e, infelizmente, impactou negativamente na aprendizagem dos discentes. À vista disso, faz-se necessário que os estudantes usufruam da totalidade de sua carga horária, com “qualidade”, conforme pensado por Pedro Demo, em seu Educar pela pesquisa (1997).

 

Antonio Marcos Lescano de Oliveira Professor (CRE5/SUARE/SED)


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