Auditoria independente: em defesa da economia e do interesse público - * Por Fabio Elias e Ray Souza


A auditoria independente contribui de modo significativo para que as empresas sejam mais transparentes, tenham credibilidade, atendam ao crescente anseio da sociedade por lisura e ética e, assim, possam tornar-se mais eficazes e reduzir riscos. Obrigatória no Brasil para grandes organizações, com faturamento anual superior a R$ 300 milhões ou ativos maiores do que R$ 240 milhões, mas também tem sido cada vez mais procurada de modo espontâneo por firmas de todos os portes, que buscam aprimorar seus processos de gestão e se fortalecer no mercado buscando a auditoria independente como um dos pilares deste processo.

Contar com auditoria independente é um crescente diferencial de competitividade e algo fundamental para agregar às empresas as mais modernas práticas de governança corporativa, que primam pela lisura, compliance, equilíbrio econômico-financeiro e responsabilidade socioambiental. Para o cumprimento de todos esses requisitos, é decisiva a qualidade final das demonstrações contábeis, bem como a confiança e segurança que transmitem a todos os stakeholders.

O mercado como um todo, investidores, consumidores, bancos, clientes e fornecedores estão requerendo cada vez mais que as empresas apresentem informações financeiras mais confiáveis. Por isso, a auditoria independente desempenha papel muito relevante, para todos os tipos e tamanho de empresas. As que têm a meta de abrir o capital precisam obrigatoriamente contar com o serviço de auditores externos, adequando-se às exigências legais e dos órgãos reguladores.

A tendência mundial e no Brasil é de que as empresas de todos os setores e portes, inclusive as familiares, busquem a auditoria independente não apenas para conferir mais credibilidade e segurança às demonstrações contábeis, como também para aprimorar sua gestão, a partir de uma visão mais ampla de seus balanços e situação financeira e patrimonial. Não é sem razão que os auditores têm cumprido, também, um papel de parceria neste processo, ajudando as organizações a melhorarem sua governança e responderem de modo mais assertivo às exigências dos mercados.

Nesse contexto, o trabalho dos auditores independentes apresenta benefícios expressivos: maior confiabilidade das informações para a tomada de decisão dos acionistas e investidores; melhoria nas negociações com bancos para obtenção de crédito com boas condições de prazos e juros; atendimento a requerimentos legais em contratos diversos; melhor posição na interação comercial com os fornecedores; e reputação e imagem institucional positivas perante a opinião pública, clientes e consumidores, fator essencial nos atuais ambientes de negócios, cada vez mais competitivos.

No Triângulo Mineiro, em cidades como Uberlândia, Uberaba, Patos de Minas, Araxá, Araguari, entre outras, também se observa o crescimento da procura por serviços de auditoria independente, inclusive por parte de empresas familiares e de distintos portes. Muitas já estão sendo auditadas ou em vias de iniciar o processo. Na região, inserida num mundo cada vez mais conectado, cresce a percepção do universo corporativo sobre a relevância da auditoria para o sucesso dos negócios.

Para atender às necessidades das empresas, o auditor independente, que precisa ser graduado em Ciências Contábeis e cumprir obrigatoriamente os requisitos da educação continuada do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e também ter registro no CNAI (Cadastro Nacional de Auditores Independentes) do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), é reconhecido pelos princípios da ética, permanente ceticismo e credibilidade. Esses são requisitos imprescindíveis ao exercício eficaz de sua atividade.

É dever dos profissionais acompanhar e entender as mudanças constantes nas normas contábeis e legais, muito frequentes no Brasil, para que as empresas que auditam estejam sempre em dia com as leis e as exigências dos órgãos reguladores. Também buscam aporte cada vez maior de tecnologia, desincumbindo-se de tarefas manuais e repetitivas, para que possam dedicar mais tempo à análise intelectual das demonstrações contábeis e agregar a elas o valor insubstituível da sensibilidade e talento humanos.

A auditoria independente e os profissionais do setor têm papel relevante para o avanço do mercado de capitais, a melhoria do ambiente de negócios, o aprimoramento da gestão das empresas de todos os segmentos e portes e o atendimento às novas exigências de ESG (Ambiental, Social e Governança Corporativa). Assim, ao desempenharem com eficiência sua missão, prestam um serviço de elevado interesse público.

 

*Fabio Elias é sócio de Auditoria e líder do escritório da KPMG em Uberlândia e Ray Souza é sócio de Mercados da KPMG no Brasil e líder Regional em Minas Gerais.

 



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