Carille fala sobre sua saída do Santos: “Não concordava com algumas coisas”

| GAZETA ESPORTIVA


O técnico Fábio Carille falou nesta quinta-feira sobre sua saída do Santos. O treinador, atualmente sem clube, disse que partiu dele a decisão de deixar o Peixe, pois não concordava com algumas 'coisas' que aconteciam internamente.

'Eu não sei se o Santos me mandaria embora, fui eu que fiz a primeira ligação ao presidente, falando que não concordava com algumas coisas. Era para eu ter tomado essa decisão antes, mas por conta do ambiente, de algumas pessoas em volta, isso foi dando força. Vencemos o Corinthians na Arena, e tive esperança que melhoraria. Lugar bom para trabalhar, maravilhoso. Pessoas dentro do CT, maravilhosas. Não tomei essa decisão antes por conta do ambiente bom que tínhamos', disse Carille ao Podcast Flow.

Carille abordou a questão do pedido por reforços, que acabaram não chegando. Segundo ele, a comissão técnica pediu atletas adequados ao momento do Santos, mas mesmo assim não foi atendida. E a justificativa o chateou.

'O problema foi: sabíamos das dificuldades, que precisávamos contratar. O Santos não tinha essa de 'ser campeão esse ano', o Rueda é um cara muito honesto, queria equilibrar as contas para disputar títulos em 2023. Teve uma reunião para trazer quatro, cinco jogadores dentro do que o Santos poderia pagar.'

'Não pedi Hulk, Renato Augusto… Foi dentro do padrão, jogadores da minha confiança. Talvez para não conseguir títulos, mas para não passar sustos. E não chegaram. Depois eu fui entender o porquê, algo que não vou trazer para cá, mas me deixou muito chateado, quando tive uma reunião com o presidente antes do jogo contra o Corinthians. Já não estava muito feliz, não fazia bem para mim nem para o Santos', completou.

O treinador também falou seu trabalho como um todo no clube, especialmente em 2021, quando ajudou o Santos a fugir do rebaixamento.

'Falando do ano passado do Santos, falaram que eu não daria certo pela filosofia do time… Peguei um time desacreditado, que todo mundo falava que ia cair. Achei um sistema de três zagueiros, que não significa ser 'retranqueiro'. Meus alas eram Marcos Guilherme, que é atacante, e Lucas Braga, outro atacante. Meus volantes não eram de marcação, e jogávamos com três atacantes. Características ofensivas, foi uma ideia que a gente achou, nossa primeira experiência comandando um time com três zagueiros, e graças a Deus deu certo. O clube só queria não cair e nós terminamos em 10º, classificados para Sula, na frente de times como São Paulo e Internacional, que tinham um conjunto melhor. Foi muito acima das expectativas', disse Carille.

Veja outros trechos da entrevista do Carille:

Estão chegando propostas?

'Sondagens está tendo todos os dias. Faço reuniões com o empresário todos os dias. Ele me fala das possibilidades, a gente já analisa, conversamos. Se vier, a gente já tem resposta, analisamos tudo. Quando vier a proposta oficial, você conversa com o presidente e o diretor, entende os objetivos do clube.'

Reencontro com o Corinthians neste período de Santos

'Claro que tem essa sensação, de como você será recebido. E foi de um respeito, cara… ninguém falou nada, quem trabalhou comigo veio ao meu banco, isso me deixou em uma alegria muito grande. Fiquei 10 anos lá, é muito difícil alguém ficar esse tempo em um clube. É isso que fica.'



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